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	<title>Série &#8220;Trajetórias que inspiram&#8221; &#8211; Estação Conhecimento Arari</title>
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		<title>Trajetórias que Inspiram &#8211; Luciano Lima</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 18:34:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Série "Trajetórias que inspiram"]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar no site, semanalmente, a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória. Finalizaremos a série com uma história que, diferentemente das anteriores, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar no site, semanalmente, a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória.</p>
<p><a href="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-04-at-10.40.34.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-1410 size-medium" src="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-04-at-10.40.34-300x300.jpeg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-04-at-10.40.34-300x300.jpeg 300w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-04-at-10.40.34-150x150.jpeg 150w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-04-at-10.40.34.jpeg 720w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Finalizaremos a série com uma história que, diferentemente das anteriores, não se desligou da EC Arari, mas ainda assim alçou vôos mais altos, como as outas trajetórias contadas aqui. Está parecendo confuso?! Vamos conhecer&#8230;</p>
<p>A trajetória inspiradora contada hoje será a do Luciano Lima, jovem de 22 anos que passou de atendido da EC Arari para colaborador. Não há muito tempo em que essa mudança de perspectiva aconteceu para Luciano, que passou de atendido ingresso no ano de 2012 para colaborador no ano de 2019.</p>
<p>Aos 14 anos entrou na EC embalado pelo sonho de ser jogador de futebol, como a maioria dos garotos ararienses e a instituição que na época voltava-se à formação de atletas, abraçou esse sonho.  Ao conhecer a Estação, Luciano percebeu que o futebol não era a única oferta do local, que contava também com pista de atletismo e piscina semiolímpica. Assim, estimulado pela mãe, tentou natação e se apaixonou pelo esporte, como é até hoje, segundo seu relato: &#8220;Quando vi que eu levava jeito e com incentivo dos treinadores, coloquei na cabeça que eu queria ser nadador profissional. Foi aí que comecei a pensar em profissão e esse foi meu primeiro desejo profissional&#8221;.</p>
<p>Como aluno motivado que era, Luciano logo se destacou e entrou para a equipe de treinamento da natação, que se diferenciava das outras turmas por ser voltada especificamente para competição. Como atleta, chegou a competir pela EC Arari e até ser federado &#8211; nomenclatura dada aos atletas filiados a federações e aptos para competições profissionais.</p>
<p>Com todo esse investimento, claro que o jovem criou altas expectativas para tornar-se nadador profissional, competir nas olimpíadas e representar a Estação Conhecimento de Arari pelo Brasil, no entanto, a caminhada foi mudando de ritmo e Luciano conta que inicialmente foi frustrante perceber que precisaria planejar um novo caminho, mas não se apegou a frustração e logo aceitou com compreensão que sua trajetória mudara. Foi aí que passou a formular novas possibilidades para sua vida.</p>
<p>Nesse clima, aos 17 anos Luciano se desligou da EC Arari, motivado por seus novos planos de vida. O jovem se dedicou aos estudos para o vestibular e dentre as opções da época, escolheu o curso superior de Administração. Compartilha que o que lhe encantou na área foi a enorme abrangência e as oportunidades do mercado de trabalho.</p>
<p>Falando em mercado de trabalho, Luciano não se contentou com o papel de estudante e logo passou a buscar oportunidades como estagiário, durante essa caminhada recebeu alguns negativos, mas persistiu, foi aí que surgiu o seletivo para estágio administrativo na EC Arari em que Luciano foi aprovado. Ele conta que foi surpreendido com o resultado, especialmente por ter concorrido à vaga com uma amiga competente em quem ele acreditava ter mais chances de ser aprovada.</p>
<p>Foi assim que Luciano voltou para sua antiga casa e agora enxergando de um novo lugar tenta transmitir seu impacto ao retornar, diante de tantas mudanças: &#8220;Tomei um choque de realidade quando voltei. A primeira coisa que me chamou atenção foi o discurso completamente mudado. Aquele discurso de competição tinha sido substituído e agora a Estação volta-se para um olhar mais social e educacional. Se tornou uma instituição social que trabalha com todas as dimensões da criança e do adolescente, estimulando neles a curiosidade para conhecer outras áreas, não somente a esportiva&#8221;.</p>
<p>É que no período em que o jovem dedicava-se à entrada na faculdade, a EC Arari passava por uma mudança em seu Projeto Político Pedagógico, adotando a Educação integral como a premissa norteadora, onde o esporte continuaria presente, mas a intenção competitiva seria substituída pela educacional e além do esporte, outras áreas seriam trabalhadas na busca por desenvolver as dimensões física, intelectual, emocional, social e cultural de seus atendidos, através de práticas de música, teatro, dança, capoeira e multiletramentos, incluindo a reformulação de um laboratório de informática onde se trabalha o letramento digital e acesso as mais novas tecnologias.</p>
<p>Luciano confessa que inicialmente estranhou já que continua sendo um apaixonado pela prática esportiva, mas com o passar do tempo passou a compreender o cerne das mudanças e apesar de admirar o lado competitivo, acha que, se houvessem as outras áreas na sua época, seria mais cativante e estimulante para as crianças e adolescentes já que ao se desapontarem com os resultados esportivos, não percebiam outras possibilidades e acabavam se desligando da organização.</p>
<p>&#8220;A assistência social e educacional não era percebida como é hoje, apesar de ter um cuidado e uma preocupação com os atendidos, o foco principal era criar medalhistas. E hoje vemos entrega de cestas (alimentícias) durante a pandemia e educadores de diversas áreas no mesmo espaço&#8221;.</p>
<p>As trajetórias da EC Arari e do Luciano se cruzaram novamente, mas agora ele já não era mais o mesmo menino de 14 anos e a Estação também mudou. Enquanto ele assimilava todas essas mudanças, mais uma surpresa em seu caminho: após 5 meses como estagiário, Luciano mais uma vez se destacou e foi efetivado como colaborador, passando a compor a equipe EC Arari. Para ele a efetivação foi motivo de grande realização, mas também desafiador já que precisou conciliar mais horas de trabalho com a vida acadêmica. Para isso conta que reorganizou sua agenda de estudos e atualmente além dos dias de semana também precisa estudar nos finais de semana.</p>
<p>Ao relembrar toda sua trajetória dentro da Estação Conhecimento de Arari, Luciano compartilha algumas lembranças. Conta que no formato anterior da EC, era comum o clima de rivalidade entre os atendidos, em razão de estarem constantemente competindo, por isso, os momentos em que aconteciam eventos visando a confraternização entre todos foram os mais marcantes para ele</p>
<p>&#8220;As gincanas que duravam o dia inteiro na EC com atendidos dos dois turnos geravam uma interação muito boa, principalmente para a equipe de treinamento que não tinha contato diário com pessoas de outras turmas, a equipe era privilegiada em algumas coisas, e nesses momentos de confraternização poderíamos interagir com todos&#8221;.</p>
<p>Luciano concluirá seu curso no primeiro semestre de 2021, e como de costume, traçou suas próximas metas: quer continuar investindo nos estudos e na carreira, em especial na area de consultoria de empresas. Em relação a sua trajetória profissional hoje na EC Arari, ele deixa seu recado:</p>
<p>&#8220;A Estação sempre me proporcionou muitas coisas boas, sempre deu oportunidades de aprendizados com diferentes pessoas, desde a época em que eu competia e viajava, até hoje no trabalho. Claro que alguns valores trazemos de casa, mas foi na Estação que também aprendi a ter respeito, responsabilidade, a estabelecer limites e metas a alcançar&#8221;.</p>
<p>Caminhando há muito tempo lado a lado, Luciano e a EC Arari se beneficiam mutuamente. A EC lhe proporcionou oportunidades e lições para a vida e Luciano também proporcionou muitas conquistas para a EC, anteriormente com seu talento na natação e atualmente com seu talento profissional.</p>
<p>Bem-vindo de volta, Luciano! Imagine que a EC Arari seja uma árvore onde você pode colher os frutos, mas lembre-se de sempre deixar como contribuição suas sementes para que continuem a germinar.</p>
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		<title>Trajetórias que inspiram – Nailton Almeida</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 18:14:43 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar no site, semanalmente, a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória.</p>
<p><a href="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-02-at-20.48.24.jpeg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1389 size-medium" src="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-02-at-20.48.24-300x207.jpeg" alt="" width="300" height="207" srcset="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-02-at-20.48.24-300x207.jpeg 300w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-02-at-20.48.24-1024x706.jpeg 1024w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-02-at-20.48.24-768x529.jpeg 768w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/11/WhatsApp-Image-2020-11-02-at-20.48.24.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>No decorrer das histórias que vem sendo contadas, já se tornou evidente o caráter esportivo adotado pela EC Arari antes da reformulação de seu Projeto Político Pedagógico. No entanto, apesar do investimento no esporte, até então não conhecemos nenhuma trajetória que tenha continuado nessa mesma trilha, não é mesmo?! É isso que vamos fazer dessa vez.  A história é do Nailton Almeida, 20 anos, jogador de futebol que teve seu talento reconhecido em times pelo Brasil e pelo mundo e começou sua trajetória no esporte na Estação Conhecimento de Arari.</p>
<p>Nailton ingressou na EC Arari no ano de 2015, aos 15 anos de idade, e fez uma rápida passagem pela organização, já que em pouco tempo suas escolhas e dedicação foram lhe levando ao mundo do futebol profissional. O jovem fala sorridente que saiu da EC Arari em razão de um convite para jogar profissionalmente, mas se dependesse de sua vontade só sairia quando fosse mandado embora.</p>
<p>Na EC Nailton aproveitava a rotina no contraturno escolar fazendo capoeira, informática e frequentava também o Para casa, que é uma espécie de reforço escolar ofertado na Estação. Ele confessa que apesar de comparecer às outras atividades, seu interesse maior sempre foi o futebol e por isso, treinava aos finais de semana e também em horários alternativos. Foi em um desses treinos que o então adolescente soube por meio de seu professor que no dia seguinte viajaria à capital para se integrar ao time Santa Quitéria, onde iniciou sua caminhada no futebol profissional jogando o campeonato maranhense sub-19. Após essa experiência e as famosas peneiras, Nailton passou por alguns times cearenses e conta que desde então tem acumulado boa bagagem pessoal e profissional.  Uma delas foi a ida do atleta à Espanha, onde chegou a compor o elenco do Club Deportivo San Roque de Lepe.</p>
<p>Logo Nailton voltou ao Brasil para jogar a Copa São Paulo pelo clube Atlético Cearense e posteriormente surgiu a oportunidade de jogar no time em que está atualmente, o Ceará Sporting Club. Com tantas passagens, parece que estamos falando de um jogador veterano, não é mesmo?! Mas cabe lembrar que Nailton tem apenas 20 anos e esses são os passos iniciais de sua carreira, que se iniciou aos 17 anos quando aceitou sair da comunidade Passa bem, localizada na zona rural do município de Arari, para tentar a vida no futebol.</p>
<p>Como nem tudo são flores, o jovem relata que não conseguiu conciliar os estudos com a carreira profissional e com isso abandonou, mas fala em tom de esperança que ainda pretende concluir o ensino médio.</p>
<p>Quando indagado sobre uma lembrança com a EC Arari, Nailton conta em meio a risadas sobre o dia em que tentou ir para a Estação em um turno que não era o seu e ao ser identificado pelos educadores foi levado de volta para casa. Ele justifica dizendo que gostava tanto de estar lá que queria ficar os dois turnos. Relembra ainda com gratidão que foi na Estação Conhecimento de  Arari o ponta pé inicial da sua carreira, não só pelos treinos, mas também pela relação com os profissionais que, segundo o atleta, eram como pessoas da família e a eles atribui as melhoras em seu comportamento pelas inúmeras vezes em que foi chamado para conversar.</p>
<p>É claro que como um apaixonado pelo futebol, Nailton não deixaria passar em branco a lembrança de quando foi campeão pela EC Arari em Marabá (PA), em competição entre as Estações Conhecimento.</p>
<p>A trajetória de Nailton reforça um dos objetivos da Estação Conhecimento de Arari para as crianças e adolescentes atendidas: que sejam indivíduos capazes de reconhecer em si próprios suas habilidades e com apoio da EC Arari, da família e da comunidade consigam desenvolvê-las, assim podendo ser transformadoras de suas realidades.</p>
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		<title>Trajetórias que inspiram &#8211; Leandra Riduzino</title>
		<link>https://estacaoconhecimentoarari.org/2020/10/28/trajetorias-que-inspiram-leandra-riduzino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[inforce]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 12:42:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Série "Trajetórias que inspiram"]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar no site, semanalmente, a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-1357" src="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/1-1-241x300.jpeg" alt="" width="241" height="300" srcset="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/1-1-241x300.jpeg 241w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/1-1.jpeg 720w" sizes="(max-width: 241px) 100vw, 241px" />Leandra Riduzino entrou na Estação Conhecimento de Arari aos 13 anos, quando estava no primeiro ano do ensino médio, e saiu em 2019 ao completar 18 anos. Sua caminhada na EC Arari foi marcada pelos dilemas comuns aos estudantes do ensino médio e enquanto participava do projeto, traçava metas e sonhos ao lado da grande amiga Maria de Fátima. Juntas elas pensavam na vida profissional e nas escolhas a serem feitas, mas enquanto o momento decisivo não chegava em relação a carreira, elas decidiam boas jogadas no futebol&#8230;</p>
<p>Assim que entrou na EC Arari, Leandra se identificou somente com o futebol. Surpreendida ao encontrar um time feminino, de imediato achou a atividade divertida e se encantou. Conta que apesar da existência do time, a união entre as meninas foi algo que precisou ser construído e ela se orgulha de ter sido uma das protagonistas da transformação para um time com mais sororidade. Mas a trajetória de Leandra na EC não se resumiu ao futebol. Durante sua passagem pela casa, sempre buscou descobrir mais do que gostasse; experimentou aulas de informática, capoeira, natação, dança, até que se encontrou nas práticas de música. A partir daí, o futebol dividiu espaço com a música em sua vida. A jovem relata sua experiência com as duas paixões:</p>
<p>“Quando entrei na Estação, vivia pra baixo por causa do meu corpo. Depois de dois anos meu corpo mudou completamente por causa do esporte e do acompanhamento com a nutricionista da EC, que foi ótima comigo; antes eu sentia muitas dores nas costas e não dormia bem, totalmente diferente de hoje em dia. Já a música me deixou mais segura em relação a várias coisas,  quando comecei a cantar eu morria de medo, só conseguia me sentir segura ao lado da Maria (amiga da EC), mas após ela não poder participar de algumas apresentações, tive que encarar sozinha e ali descobri que eu tinha meu valor e conseguiria fazer também”.</p>
<p>Além de cantar, Leandra também desenvolveu habilidades no Ukelele e hoje nutre o desejo de aprender teclado. Essa trajetória é cheia de descobertas, percebeu?! Enquanto experimentava um pouco de tudo na Estação Conhecimento de Arari, ela encarava as angústias típicas da adolescência, especialmente na questão profissional. Foi isso que a levou a procurar orientação psicológica na EC e a comparecer às rodas de conversa sobre o tema, voltadas para adolescentes. A jovem relembra que por não saber o que queria ser (profissionalmente), sentia medo de arriscar, mas foi com as orientações e rodas de conversa que refletiu sobre a necessidade de pesquisar, desbravar, experimentar e assim descobrir se havia identificação ou não. Foi desta forma que Leandra encerrou seu ciclo na EC e partiu para sua próxima meta: o vestibular.</p>
<p>Preparava-se há mais de um ano para o vestibular da Universidade Estadual do Maranhão, quando o professor de biologia de sua escola, Willyson Richard – conhecido por ser um grande incentivador de seus alunos – chamou atenção para a prova do Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Com ajuda do professor, Leandra resolveu fazer a inscrição, embora faltasse apenas um mês para a prova. Ela apostou suas fichas e precisou redirecionar seus planos de estudo já que até então preparava-se para a prova da universidade estadual. O resultado de toda essa correria? Aprovada em primeiro lugar para o curso Técnico em Segurança do Trabalho do IFMA, localizado em São Luis (MA). Esse foi o resultado que deixou Leandra uma semana sem acreditar que aquela lista era verdadeira.</p>
<p>Foi então que precisou deixar a cidade de Vitória do Mearim (MA) e mudar-se para a capital, onde deveria morar com a irmã que também faz faculdade. Leandra chegou a ficar um mês na cidade e frequentou 3 dias de aula, no entanto, as coisas não saíram conforme o esperado e a pandemia do coronavírus obrigou a adiar por algum tempo a nova rotina. Enquanto isso a jovem aproveita para curtir a companhia da mãe, pois a distância da família é um de seus grandes desafios a serem encarados. Falando em desafios, lembra daquele papo de que a trajetória dela é marcada por descobertas? Durante a quarentena, enquanto assistia às aulas online, Leandra descobriu mais uma aptidão: pensou que precisaria de um trabalho para conseguir pagar as passagens de ônibus para o curso, quando retornasse ao presencial, e atentando para as vendas online que estavam bombando na quarentena, ela se descobriu empreendedora: abriu uma loja virtual de capa personalizada para celular.</p>
<p>Funcionando há 7 meses, a lojinha tem sido um sucesso e Leandra expõe que se surpreendeu com sua desenvoltura ao empreender. Buscou fornecedores até de fora do Estado e contatos importantes para seu negócio. Seu plano é continuar crescendo, mas no mercado virtual, que para ela é a grande tendência e é mais flexível para conciliar com os estudos. Quanto ao lucro, conta que está guardando para investir exclusivamente em sua formação e já conseguiu até ajudar o pai na compra de um notebook para estudar.</p>
<p>Quando indagada sobre uma lembrança com a Estação Conhecimento de Arari, Leandra trouxe diversas, demonstrando o quanto viveu intensamente sua passagem pela organização. A jovem relembra como um momento especial a primeira vez que se apresentou cantando sozinha para muita gente, dizendo nunca ter se imaginado fazendo isso. Sabe o episódio em que sua melhor amiga, Maria de Fátima, não pôde participar de algumas apresentações? Leandra tirou lição disso! Sente que essa situação a preparou para a separação que aconteceria logo a frente. Ao concluírem o ciclo na EC, Maria foi morar em outro Estado para também investir em seus estudos. Assim, Leandra relata que mais uma vez precisou encarar multidões sem a amiga ao lado:<br />
“Quando ela foi para o Mato Grosso fiquei devastada pois tínhamos a esperança de fazer faculdade juntas, mas pensei que eu tinha que deixar ela voar, seguir o caminho dela e nos encontrarmos mais na frente, mais maduras [&#8230;] a música com certeza me preparou para isso”.</p>
<p>Leandra comenta que descobriu na EC formas de lidar com suas emoções, pois antes sentia-se muito solitária e atualmente, apesar de continuar sendo uma pessoa reservada, sente-se mais equilibrada em relação a isso. Na escola e na cidade não era de muitos amigos, já na EC se sentiu acolhida, desenvolveu vínculos e conviveu de forma mais divertida e leve com as pessoas. A música também foi primordial nesse processo e hoje funciona como um recurso especial para os momentos de estresse e dificuldades.</p>
<p>O amadurecimento emocional de Leandra pode ser percebido de diversas formas durante a conversa, mesmo no momento em que falava de desafios e situações que lhe despertaram medo, a jovem adotou uma fala risonha, com tom de voz que expressou garra e segurança por suas escolhas.</p>
<p>Desenvolver no educando o autocuidado, autonomia, autoconhecimento e habilidades socioemocionais também é objetivo da Estação Conhecimento de Arari e parece que para a Leandra tem dado certo&#8230; Além de técnica em Segurança do Trabalho e empreendedora, ela está caminhando para ser um ser humano potente em todos os sentidos. Estamos orgulhosos de você, Leandra!</p>
<figure><a href="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/2-1.jpeg"><img decoding="async" class="alignnone" src="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/2-1.jpeg" alt="2" width="750" height="460" /></a></figure>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Trajetórias que inspiram &#8211; Josiel Martins</title>
		<link>https://estacaoconhecimentoarari.org/2020/10/21/trajetorias-que-inspiram-josiel-martins/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[inforce]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2020 13:46:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Série "Trajetórias que inspiram"]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar no site, semanalmente, a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória. Josiel Martins é um desses jovens que olha a passagem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar no site, semanalmente, a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória.</p>
<p><a href="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/WhatsApp-Image-2020-10-20-at-08.16.34.jpeg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1349 size-medium" src="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/WhatsApp-Image-2020-10-20-at-08.16.34-300x225.jpeg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/WhatsApp-Image-2020-10-20-at-08.16.34-300x225.jpeg 300w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/WhatsApp-Image-2020-10-20-at-08.16.34-1024x768.jpeg 1024w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/WhatsApp-Image-2020-10-20-at-08.16.34-768x576.jpeg 768w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/WhatsApp-Image-2020-10-20-at-08.16.34.jpeg 1040w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Josiel Martins é um desses jovens que olha a passagem pela EC Arari como determinante para seu futuro. Hoje com 20 anos e cursando Engenharia civil, ele conta que apesar do foco no esporte, a experiência na EC estava longe de ser só treinamento, pois foi na instituição que aprendeu sobre esforço e dedicação para alcançar objetivos, valores que já trazia de casa, mas que na Estação Conhecimento de Arari ganharam força.</p>
<p>Entre os anos de 2013 e 2016, o jovem esteve inserido nas atividades de atletismo, futebol e informática, desfrutando da oportunidade de participar de alguns torneios de onde saiu vitorioso. Ao ser indagado sobre o desligamento da EC, Josiel demonstra generosidade ao contar que tomou a decisão de sair para dar a vez a outros jovens que aguardavam na longa fila de espera. No entanto, conta que após a saída se encheu de saudade e desejo de retornar, mas a essa altura o foco já estava em seu próximo objetivo: estudar para o vestibular.</p>
<p>Com a nota do ENEM, o jovem ingressou na faculdade por meio do ProUni &#8211; programa que oferece bolsa de estudos em instituições particulares de educação superior. Conta que desde a infância tinha interesse em matemática e se imaginava em um trabalho onde o cálculo fosse a ferramenta, assim escolheu a Engenharia civil e conseguiu realizar esse sonho.</p>
<p>“Eu observava no atletismo que para alcançar a linha de chegada precisaria pular barreiras, se esforçar, correr ao máximo. No futebol, aprendi a driblar os adversários. Faço relação de tudo isso que aprendi no esporte com a minha vida”. Relembra desse como um dos maiores aprendizados deixados pela EC Arari.</p>
<p>Falando em inspiração, Josiel conta que uma de suas maiores inspirações está dentro de casa: a mãe, que é pedagoga, professora da rede pública e hoje coordenadora pedagógica da Estação Conhecimento de Arari, Joversina Martins.  O jovem relata que foi pego de surpresa com a notícia de que a mãe trabalharia na instituição e considera a junção perfeita, pois admira sua responsabilidade e esforço para fazer sempre o melhor. Ficou feliz por acreditar que a EC Arari ganha muito com a presença dela e que a pedagoga só tem a crescer com a experiência.</p>
<p>“Aqui em casa vemos mamãe como um referencial para alcançar o que se almeja, porque ela é extremamente dedicada, passa horas na frente do computador para entregar sempre o melhor”.</p>
<p>Josiel comenta que já pensa sobre mercado de trabalho, entendendo que funciona como uma competição, diante da exigência de que sejamos cada vez melhores e atualizados. Porém, afirma com segurança que o exemplo da mãe e a passagem pela EC Arari foram determinantes para direcionar sua carreira e seus sonhos, nutrindo o pensamento de que é capaz de ultrapassar barreiras, como na pista de corrida.</p>
<p>Além de promover a inclusão social, a Estação Conhecimento de Arari também visa a formação cidadã de seus atendidos, por isso, potencializar os conhecimentos prévios e apoiar voos é o que dá sentido a esse trabalho. Então&#8230;Voa, Josiel!</p>
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		<title>Trajetórias que inspiram &#8211; Marlene de Jesus</title>
		<link>https://estacaoconhecimentoarari.org/2020/10/15/serie-trajetorias-que-inspiram/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[inforce]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 20:12:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Série "Trajetórias que inspiram"]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar semanalmente a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória. A série começa com a história da jovem Marlene de Jesus, hoje [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em comemoração ao 9º aniversário da Estação Conhecimento de Arari, vai ao ar semanalmente a série de matérias “Trajetórias que inspiram”, onde conheceremos a história de vida de jovens que passaram pela organização e hoje se destacam sendo protagonistas de sua própria trajetória.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-1223" src="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/Imagem4-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/Imagem4-225x300.jpg 225w, https://estacaoconhecimentoarari.org/wp-content/uploads/2020/10/Imagem4.jpg 390w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" />A série começa com a história da jovem Marlene de Jesus, hoje com 22 anos, que ingressou em 2011 na EC Arari quando a organização ainda era focada no esporte de rendimento. Se destacava no treinamento de atletismo, mas também dividia sua rotina entre a capoeira e as diversas oficinas que eram oferecidas na época. Ela relembra o momento com um sorriso no rosto quando fala dos benefícios da Estação Conhecimento em sua vida, destacando as mudanças físicas trazidas pelo esporte, já que era uma criança com sobrepeso, e também dos ganhos nos estudos e nos vínculos sociais que o espaço oportunizou. Relembra que o sobrepeso era um dilema já que esse aspecto tinha forte impacto na concepção do esporte de rendimento adotada na época, então tendia a se sentir inferior por isso e até sofria com piadas de outras crianças, no entanto, o posicionamento dos educadores foi fundamental para mostrar seu potencial e levá-la a competir em provas importantes, comenta Marlene:</p>
<p>“O começo de tudo foi lá (na EC Arari). Nunca imaginei que eu fosse fazer esporte porque eu era gordinha, mas foi justamente fazendo atletismo que descobri que eu era capaz. Essa lição serviu para tudo na minha vida, pois me mostrou que não posso dar ouvidos para o que qualquer pessoa fala de mim, a minha confiança precisa vir de dentro”.</p>
<p>Marlene conta que sempre teve gosto diversificado e por isso aproveitava todas as oportunidades que apareciam através da EC. Foi assim que fez o curso de Doces e Salgados que lhe ajudou a descobrir uma nova habilidade – a culinária – e trouxe uma possibilidade de sustento em um momento crucial de sua história: a perda da mãe.</p>
<p>Próximo de completar seus 18 anos, Marlene estava em processo de desligamento da EC Arari, mas precisou se afastar antes do imaginado. Com o adoecimento da mãe, a adolescente de 17 anos, na época, precisou acompanhar o tratamento na capital e assim se afastou da escola e da Estação Conhecimento. Relata que só conseguiu concluir o ensino médio, pois a escola permitiu que estudasse à distância através de trabalhos, atividades e provas. Quanto a EC, conta que sentiu muita dificuldade ao precisar se afastar, pois gostava da correria do dia-a-dia, mas ainda distante sentiu-se apoiada pela organização, por meio  do acompanhamento psicológico oferecido e também da presença constante dos fortes laços de amizade com atendidos e educadores que fez na época, fatores fundamentais no momento em que perde a mãe.</p>
<p>Foi também aproveitando as oportunidades na EC que Marlene aceitou fazer o curso de permacultura no Núcleo Produtivo anexo à EC Arari e através desta formação atuou por um ano, após sair da EC, como Agente comunitária de desenvolvimento do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), onde orientava sua comunidade a respeito do cuidado com o lixo, com horta caseira e outras iniciativas sustentáveis. Nesta atividade também se destacava e por esse período conseguiu uma renda extra para a família, a essa altura comandada por ela &#8211; filha mais velha &#8211; e o pai.</p>
<p>Aos finais de semana, Marlene se dedicava a venda de salgados produzidos por ela depois do curso de Doces e salgados na EC Arari. Em um espaço comunitário próximo à praça e à igreja da comunidade de Escondido (Arari-MA), Marlene produzia e vendia cerca de 100 salgados por final de semana. Conta com satisfação que vendia todos muito rapidamente, conseguindo uma renda mensal satisfatória para a família. A notícia se espalhou pela comunidade e a clientela cresceu. Tudo fluía muito bem quando inesperadamente foi dispensada do espaço que utilizava para vendas e mais uma vez precisou encarar a adversidade e se reiventar: partiu para a venda online. Sem espaço para vender, atualmente a jovem continua a atender sua grande clientela através do Whatsapp, seu principal meio de encomendas hoje.</p>
<p>Ao ser indagada sobre uma lembrança especial com a EC Arari, Marlene conta que as formações que os educadores recebiam com grupos de treinadores de fora eram especiais tanto para os educadores, quanto para seus alunos, por serem momentos de trocas de afirmações positivas e motivação, onde ela sentia-se especial por se sair bem na modalidade. No entanto, conta que jamais esquecerá os “cinemas na comunidade” – evento promovido pela Estação onde reuniam-se na praça para assistir a filmes. Marlene relembra que quando esses eventos aconteciam em sua comunidade alavancavam as vendas de seus salgados.</p>
<p>“Lembro também que uma vez um professor chegou com uns cinco carros lotados de gente para comparem meus salgados. Ali eu pensei que ele realmente acreditava em mim, no que eu faço, pois teve coragem de trazer muitas pessoas para experimentar”.</p>
<p>Marlene contou que só consegue enxergar pontos positivos em sua passagem pela Estação Conhecimento de Arari e as palavras que ouviu e atitudes que presenciou dentro e fora da pista de corrida lhe serviram para tudo na vida. Após ter constituído sua família, o maior plano da jovem é conseguir investir em seu negócio, retomando um espaço bem localizado dentro de sua comunidade para continuar com suas vendas e seguir sendo inspiração para todos que conhecem sua trajetória.</p>
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