O Projeto Conexão Família – Quilombos, da Estação Conhecimento de Arari, desenvolveu em novembro uma agenda de atividades voltada ao fortalecimento de direitos sociais, mobilização comunitária e discussão sobre Justiça Climática em comunidades quilombolas de Itapecuru-Mirim e Anajatuba. As ações envolveram visitas domiciliares, atendimentos descentralizados, rodas de conversa e apresentações culturais.
Nos dias 17 e 25 de novembro, o Conexão Família realizou a Ação Benefício Ativo nas comunidades Jaibara dos Nogueiras e São José dos Matos, com apoio do CRAS Rural de Entroncamento. A ação foi direcionada a famílias com o Cadastro Único desatualizado, condição que dificulta o acesso a programas sociais.
Foram realizadas visitas domiciliares em Jaibara dos Nogueiras e em São José dos Matos, atendendo famílias que enfrentam barreiras de deslocamento até os pontos de atendimento. Além da atualização cadastral, a equipe promoveu mobilização comunitária e orientações sobre benefícios vinculados ao CadÚnico.
Em alusão ao Novembro Negro, o Conexão Família – Quilombos organizou encontros com foco no tema Justiça Climática, destacando os efeitos desiguais da crise ambiental sobre populações negras e tradicionais.
A primeira atividade ocorreu em 26 de novembro, na localidade Canta Galo, reunindo representantes das comunidades quilombolas Pedrinhas (Clube de Mães e Associação) e Queluz, em Anajatuba. O encontro contou com 32 participantes em rodas de conversa sobre racismo ambiental, proteção territorial e direitos socioambientais, além da apresentação cultural do grupo Toque de Caixa.
A segunda atividade ocorreu na comunidade quilombola São José dos Matos, com a presença das comunidades Outeiro dos Nogueiras e Jaibara dos Nogueiras. As discussões abordaram desigualdades ambientais, organização comunitária e estratégias de cuidado com o território. A programação encerrou-se com a apresentação do Tambor de Crioula São Benedito de Outeiro dos Nogueiras.
As ações realizadas em novembro apontam demandas presentes nos territórios quilombolas e mostram como a combinação entre atualização cadastral, mobilização comunitária e debates sobre Justiça Climática contribui para ampliar o acesso a políticas públicas e fortalecer discussões sobre direitos socioambientais.




