A atividade teve início com a leitura da obra Cantos à Beira-Mar, de Maria Firmina dos Reis. A proposta incentivou os participantes a refletirem sobre suas próprias histórias, com base na pergunta “Quem sou eu?”. Os relatos pessoais se entrelaçaram às memórias da comunidade, dando lugar a um exercício coletivo de escuta e reconhecimento. Durante a roda, também foi apresentada a poesia “Fogo!… Queimaram Palmares, nasceu Canudos”, do autor e ativista Nêgo Bispo. A leitura serviu como ponto de partida para discussões sobre o conceito de contracolonialismo e o valor dos saberes oriundos dos territórios tradicionais.
Outro momento marcante foi o relato de Dona Mirú, moradora da comunidade há mais de quatro décadas, cuja história serviu como referência para pensar ancestralidade, permanência e vínculos locais.
A proposta pedagógica adotada buscou estimular a escuta ativa e a partilha de vivências, promovendo um ambiente favorável à expressão individual e ao entendimento coletivo sobre pertencimento, memória e diversidade.
A iniciativa dialoga com os princípios educativos da Estação Conhecimento de Arari, contribuindo para o fortalecimento das juventudes e valorizando as múltiplas formas de aprender, reconhecer e se posicionar no mundo a partir do território.

